sexta-feira, 13 de julho de 2012
Capítulo 2 - Do you feel out of love
Eu tinha certeza que meu pai iria tentar arranjar alguma desculpa para não se despedir de mim, ele realmente nunca foi disso, mesmo assim eu adorava os poucos segundos que tinhamos de adoração um pelo outro, um momento pai e filha era a coisa mais rara pra mim, então eu apreciava muito esse momento.
– E então pai? - dei uma breve risada acompanhada de um sorriso.
– Linda, será a garota mais bonita de lá. Toma cuidado com os garotos. - ele disse indo em direção a mim e passando sua mão levemente em meu rosto.
– Você sabe que eu sempre vou ser sua garotinha, não sabe pai? - eu disse sorrindo enquanto uma lágrima escorria pelo meu rosto.
E então meu pai acompanhou-me até o carro com um "Vamos logo, ou não chegaremos a tempo", eu simplismente já estava esperando por algo do tipo.
Desde que entramos no carro tentei puxar assunto, mas em míseros 10 segundos tudo acabava em silêncio, fiquei o caminho todo pensando como iria ser, puxa, seriam dois anos, e se eu não me encaixa-se lá? e se eles rirem de mim? e se eu ficar tão nervosa a ponto de zombarem de mim? sim, eu estava totalmente negativa, não estava tremendo e nem suando, isso acontece na maioria das vezes, felizmente cheguei com sorte, não estava afim de parecer insegura.
– Chegamos! - meu pai falou, desligando o carro e finalmente me acordando de meus pensamentos.
Olhei pela janela aberta do carro o colégio, era gigante e parecia ser bem arrumada por dentro, deve ser bem diciplinada. "Droga" pensei, minhas pernas travaram, retirei o cinto de segurança e me custou a sair do carro.
– Você está bem? parece um pouco nervosa. - ele disse.
– Não, claro que não, nervosa? eu? qualé pai, é só um colégio, normal.
Ele me olhou desconfiado, mas não importava, se eu dizesse que realmente estava nervosa ele teria dito para tomar coragem e irmos logo pois haviamos chegado atrasado.
– Vai ser incrivel. - disse tentando parecer empolgada, ele deu uma risada e disse:
– Quer que vá com você até lá? - ele perguntou.
– Não. Quer dizer, eu acho que consigo encontrar meu quarto sozinha, etal. - dei um leve sorriso, e então meu pai se dirigiu ao porta malas, retirou minhas duas malas onde havia guardado minhas roupas, alguns acessorios e me entregou. - E agora? quer ajuda? - ele insistiu. - Pai. - disse fazendo bico. - Tudo bem, tudo bem, não vou insistir, você já é uma mulher, não é? - ele falou, fechando o porta malas e caminhando em minha direção. - Obrigada papai, eu te amo. - disse lhe dando um beijo na bochecha quando em seguida ele me deu um leve beijo na testa. "Eu também te amo princesa" ele respondeu, e entrou no carro.
– Se cuida! - ele gritou do carro.
– Prometo que vou. - gritei de volta.
Então me dirigi a diretoria, que ficava logo na entrada do internato.
– Srt. Quimby? - uma senhora aparentando ter uns 40 anos me chamou a atenção.
– Sim?
– Estavamos a sua espera, só faltava você. - ela disse com um olhar ignorante.
– Desculp... - ela me interrompeu.
– Espero que a senhorita esteja por dentro das regras, qualquer deslize pode leva lá a expulsão.
– Eu estou... - novamente ela me interrompeu.
– Seu quarto é o numero 94, no 2º andar. - ela disse me entregando uma chave.
– Porque a chave? - perguntei confusa.
– Porfavor senhorita Quimby, não faça perguntas tolas, ande logo.
"Son of a bitch" eu pensava, meu desejo era de enfiar aquela chave em todos os buracos existentes naquela piranha, eu tentei ser gentil, eu estava a me desculpar, inacreditavel.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Capítulo 1 - Are we sitting in reverse
Acordei com o relógio marcando sete horas da manhã, mas eu sabia que eram seis, pois havia o adiantado na noite anterior. Não queria me atrasar, essa seria minha primeira vez em um colégio interno e precisava investir em uma boa impresão.
Eu bem queria ter acordado com mais dispocisão, mas a preguiça como sempre acaba dominando meu corpo que não queria se levantar de modo algum e, minha cabeça que não queria aceitar o fato de que um novo dia havia começado e eu não poderia me atrasar.
E assim brigando comigo mesma, milagrosamente meu corpo decidiu se mover, me estiquei um pouco, coisa que eu não fazia diariamente, senti o frio daquela manhã arrepiar meus pelos das pernas quando me descobri e saltei da cama.
Já que desde de que abri meus olhos os meus únicos pensamentos não eram tão...Vamos dizer...Alegres. Decidi usar o meu antigo metodo para tornar o dia um pouco mais agradável. Liguei meu DVD e coloquei um CD que havia gravado ha algum tempo com minhas musicas favoritas,aumentei o suficiente para que do meu banheiro eu pudesse ouvi-lo. Fiz minha higiene pessoal e desci até a sala de jantar onde meu pai me esperava para assim irmos até o internato. O motivo de eu estar indo para um colégio interno é nada menos nada mais do que meu comportamento, meu pai é muito rigido e, pelo fato de minha mãe ter falecido dias após meu nascimento por conta de um acidente de carro, meu pai sempre exigiu o melhor de mim.
Lhe dei um breve e sarcastico "Bom-dia", acompanhado de um leve e sútil sorriso.
– Aria, você ainda não está pronta? Temos que chegar lá antes do meio dia. - ele esclamou.
– Calma papai, a viagem dura 4 horas, isso quer dizer que ainda temos tempo de tomar um café da manhã maravilhoso feito por mim. - disse deixando a escapar um sorriso pelo canto esquerdo da minha boca enquanto estava a fritar alguns ovos e bacons.
– Uau, ovos e bacons. Já é um bom começo pra alguém que deixará mês passado o proprio macarrão queimar. - ele disse dando uma breve risada.
– Aquilo foi um acidente papai, eu estava distraida com os ESTUDOS hum. - falei.
– E desde quando os estudos se chamam David? - ele disse levantando suavemente sua sombrancelha direita.
– PAI. - esclamei dando uma risada exagerada e colocando os ovos e os bacons em um unico prato. O cheiro de fritura e do delicioso bacon já estavam a inspestiar o cômodo.
– Vou me arrumar, assim que eu terminar eu já venho pra baixo e, assim podemos ir. - disse quase me virando quando lembrei-me dos bacons. – E vê se deixa algum bacon pra mim, comilão. - dei uma risada e subi as escadas em direção ao meu quarto.
Olhei pro relógio e ele marcava oito horas, isso queria dizer que já eram sete horas e eu teria 1 hora pra me arrumar. Em uma situação como está eu levaria mais que uma hora para me arrumar, mas eu não poderia deixar meu pai, e nem o colégio a minha espera. Minha roupa, a qual era um vestido preto com uma meia calça, já estava separada, então só precisei vesti-lá. Calçei minha bota preta, e fui até o espelho, é, até que eu não estava tão mal como imaginei que estaria. Coloquei minhas luvas pretas, em meu pescoço minha corrente escrita "Angel", a qual tirei quando entrei para o banho. Para finalizar me maquiei com uma maquiagem não muito escura, eu não era gótica, então não queria que as pessoas tivessem essa primeira impressão de mim, além do mais, estava cedo para uma maguiagem escura demais.
Minhas malas já estavam prontas desde anteontem, largadas atrás da porta, logo as peguei e olhei em volta. Era como se eu estivesse me mudando, e uma mudança pra mim não é nada fácil, é dolorosa e na maioria das vezes muito mal vista por mim.
Nenhuma lágrima havia caido de meus olhos até eu descer acompanhada de minhas duas únicas malas com pouco roupa para dois anos devo admitir, mas meu pai não tinha condições de me dar centenas de roupas, eu não reclamava, póis sabia que ele trabalhava duro para nos sustentar.
Eu bem queria ter acordado com mais dispocisão, mas a preguiça como sempre acaba dominando meu corpo que não queria se levantar de modo algum e, minha cabeça que não queria aceitar o fato de que um novo dia havia começado e eu não poderia me atrasar.
E assim brigando comigo mesma, milagrosamente meu corpo decidiu se mover, me estiquei um pouco, coisa que eu não fazia diariamente, senti o frio daquela manhã arrepiar meus pelos das pernas quando me descobri e saltei da cama.
Já que desde de que abri meus olhos os meus únicos pensamentos não eram tão...Vamos dizer...Alegres. Decidi usar o meu antigo metodo para tornar o dia um pouco mais agradável. Liguei meu DVD e coloquei um CD que havia gravado ha algum tempo com minhas musicas favoritas,aumentei o suficiente para que do meu banheiro eu pudesse ouvi-lo. Fiz minha higiene pessoal e desci até a sala de jantar onde meu pai me esperava para assim irmos até o internato. O motivo de eu estar indo para um colégio interno é nada menos nada mais do que meu comportamento, meu pai é muito rigido e, pelo fato de minha mãe ter falecido dias após meu nascimento por conta de um acidente de carro, meu pai sempre exigiu o melhor de mim.
Lhe dei um breve e sarcastico "Bom-dia", acompanhado de um leve e sútil sorriso.
– Aria, você ainda não está pronta? Temos que chegar lá antes do meio dia. - ele esclamou.
– Calma papai, a viagem dura 4 horas, isso quer dizer que ainda temos tempo de tomar um café da manhã maravilhoso feito por mim. - disse deixando a escapar um sorriso pelo canto esquerdo da minha boca enquanto estava a fritar alguns ovos e bacons.
– Uau, ovos e bacons. Já é um bom começo pra alguém que deixará mês passado o proprio macarrão queimar. - ele disse dando uma breve risada.
– Aquilo foi um acidente papai, eu estava distraida com os ESTUDOS hum. - falei.
– E desde quando os estudos se chamam David? - ele disse levantando suavemente sua sombrancelha direita.
– PAI. - esclamei dando uma risada exagerada e colocando os ovos e os bacons em um unico prato. O cheiro de fritura e do delicioso bacon já estavam a inspestiar o cômodo.
– Vou me arrumar, assim que eu terminar eu já venho pra baixo e, assim podemos ir. - disse quase me virando quando lembrei-me dos bacons. – E vê se deixa algum bacon pra mim, comilão. - dei uma risada e subi as escadas em direção ao meu quarto.
Olhei pro relógio e ele marcava oito horas, isso queria dizer que já eram sete horas e eu teria 1 hora pra me arrumar. Em uma situação como está eu levaria mais que uma hora para me arrumar, mas eu não poderia deixar meu pai, e nem o colégio a minha espera. Minha roupa, a qual era um vestido preto com uma meia calça, já estava separada, então só precisei vesti-lá. Calçei minha bota preta, e fui até o espelho, é, até que eu não estava tão mal como imaginei que estaria. Coloquei minhas luvas pretas, em meu pescoço minha corrente escrita "Angel", a qual tirei quando entrei para o banho. Para finalizar me maquiei com uma maquiagem não muito escura, eu não era gótica, então não queria que as pessoas tivessem essa primeira impressão de mim, além do mais, estava cedo para uma maguiagem escura demais.
Minhas malas já estavam prontas desde anteontem, largadas atrás da porta, logo as peguei e olhei em volta. Era como se eu estivesse me mudando, e uma mudança pra mim não é nada fácil, é dolorosa e na maioria das vezes muito mal vista por mim.
Nenhuma lágrima havia caido de meus olhos até eu descer acompanhada de minhas duas únicas malas com pouco roupa para dois anos devo admitir, mas meu pai não tinha condições de me dar centenas de roupas, eu não reclamava, póis sabia que ele trabalhava duro para nos sustentar.
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